Com as transferências de Diego Souza para o Vasco e de Diego Tardelli para o Anzhi Makhachkala, da Rússia, a disputa por uma posição no setor ofensivo do Atlético-MG abriu espaço para jogadores que não vêm atuando regularmente. Para Mancini, a expectativa é de que possa brigar por uma vaga no meio-campo, mas ele admite ser utilizado no ataque se essa for a preferência do técnico Dorival Júnior.
“O futebol hoje requer um jogador que seja um curinga. Isso facilita o trabalho do treinador. O Dorival falou que gostaria de me utilizar no meio-campo, na posição que hoje exercem Ricardo e Renan, e, às vezes, como terceiro atacante bem aberto, jogar como um ponta. A gente procura no dia a dia melhorar e em campo procurar demonstrar. Versatilidade é fundamental hoje”, afirmou.
O meia-atacante relembra que no futebol italiano atuava como um ponta. “Na Europa, eu jogava sempre à frente, como um atacante bem aperto, como um ponta. O Tardelli procurava sair pelos flancos do campo.
Como falei na primeira entrevista quando cheguei, estou disposto a jogar. Isso é o Dorival que vai decidir e só aguardo minha oportunidade, estou muito compenetrado no meu trabalho e tenho certeza que será um ano muito bom”, disse.
Quando foi revelado pelo próprio Atlético, Mancini era lateral-direito. De volta ao clube mineiro, ele acompanha o técnico Dorival Júnior encontrar dificuldades para achar o camisa 2 para a equipe. Com Rafael Cruz e Patric em recuperação de lesões, o volante Serginho e o meia Jackson têm sido improvisados na posição.
Entretanto, Mancini descarta voltar à lateral. “Chega, não dá mais para mim. Acho que temos opções, Patric, Rafael, o próprio Jackson, que está se saindo muito bem. Sei que a torcida do Atlético é impaciente, torcida quer ver um lateral, mas esses jogadores que aqui estão vão dar conta do recado. O Dorival confia neles e são três bons jogadores que podem suprir a lateral direita”, observou.
Nas cinco rodadas do Campeonato Mineiro, Mancini participou de quatro, mas sempre entrando no decorrer das partidas. Ele avalia que ainda não tem condições de atuar por 90 minutos, mas já almeja uma sequência de jogos para se firmar como titular da equipe.
“Os 90 minutos não te garanto, mas se por eventual escolha do Dorival for titular jogarei, vou até onde a perna aguentar. É claro que uma sequência é importante para poder adquirir ritmo e confiança. Tendo sequência de jogos, tenho certeza que posso permanecer como titular. Tenho condições para isso. Creio que com uma sequência de jogos posso demonstrar meu valor”, destacou.Tweet

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